PARA REFLETIR!
Volto novamente ao tema da adequação das vagas
de vereadores da Câmara Municipal de Caxias, por ser pertinente e
com o único objetivo de contribuir para o debate!
Para que a história não se repita, algumas lições
do passado são fundamentais: Nas eleições de 2000, o número de vagas
na Câmara eram 17 cadeiras. Naquele pleito, votaram para vereadores 48.135
eleitores. Os eleitos somaram 20.933 votos, ou seja, 43,48% dos votantes.
A eleição majoritária foi vencida por Márcia Marinho.
No pleito de 2004, as oposições formaram uma grande
frente com a reunião de 14 partidos em apoio à candidatura de Humberto
Coutinho. O objetivo das oposições, naquele pleito, era eleger o prefeito.
A situação, apoiada nas pesquisas da época, tal como agora, acreditava
que venceria o pleito sem maiores dificuldades, assim, concentrou as
preocupações e interesse na eleição proporcional, tanto que o resultado
foi o seguinte: Márcia Marinho, prefeita na época, perde a eleição
elegendo sete (7) vereadores, muitos dos quais hoje na base de apoio
ao prefeito HC, este se elegeu com apenas quatro (4) vereadores das onze
(11) vagas em disputa. A eleição proporcional em 2004 teve a seguinte
votação: 57.955.votantes, enquanto os 11 vereadores eleitos somaram
23.236 votos, ou seja, 40,09% dos votantes. Enquanto, 59,91% dos eleitores
votaram em outros candidatos a vereadores.
Nas eleições de 2008, a situação foi mais
confortável para a situação. O prefeito HC estava bem avaliado e
tinha o apoio do saudoso Governador Jackson Lago e de todo o estafe do
governo do estado, além, claro, do Deputado Federal Flávio Dino, que teve
uma atuação em prol de Caxias de fazer inveja a muitos outros gestores.
O resultado do pleito foi o que já se esperava,
HC foi reeleito com uma esmagadora maioria, elegendo onze (11) vereadores
das doze (12) vagas em disputa. A eleição proporcional somou 65.056
votos, enquanto os 12 vereadores eleitos somaram apenas 26.585 votos, correspondendo a
40,86% dos votantes, o que significa dizer que 59,14% dos eleitores
preferiram outros candidatos. Isto mostra que ninguém
se elege só, e que a Câmara Municipal é representada pela minoria
dos eleitores, e que a melhor forma de ampliar essa representação
é fazer a adequação necessária para as 19 vagas, conforme diz a lei. A ideia
de manter as 12 vagas como forma de reeleger todos os atuais vereadores
pode ser um fiasco, considerando que esses quase 60% dos eleitores
podem fazer a diferença na hora de escolher seus novos representantes.
E mais ainda: importante lembrar aos articuladores
políticos do governo que o candidato a prefeito não é HC, que continua
com ótima aceitação política. Sendo assim, vale refletir quanto
aos dados acima para que não ocorra nenhuma surpresa!