15 de maio de 2012

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Helton Mesquita é o 3º pré-candidato a prefeito de Caxias a expor suas propostas através do blog Julimar Silva e portal Debate Democrático. Leia!

Helton Mesquita é o 3º pré-candidato a prefeito de Caxias a expor suas propostas através do blog Julimar Silva e portal Debate Democrático. Leia!
Por Julimar Silva
  


 

Helton José de Oliveira Mesquita, 47 anos (faz 48 em 26/06/2012), conhecido como Helton Mesquita (PSC), vereador e pré-candidato a prefeito de Caxias, é o 3º a falar com nossa reportagem sobre suas pretensões políticas para Caxias. Mesquita quer suceder Humberto Coutinho (PDT), atual gestor, a quem faz oposição na Câmara Municipal.
Formado em Medicina pela UFMA (Universidade Federal do Maranhão) em 1988, o médico trabalha em Caxias no seu próprio hospital. É também especialista em Cirurgia Geral. Casado e com 03 filhos, o parlamentar acredita que pode ser definido como “persistente e determinado”. Além de uma formação militar, o vereador é evangélico, tendo com isso sua identificação religiosa no protestantismo.
Helton Mesquita é um dos 08 pré-candidatos a prefeito da “Princesa do Sertão”, e disputa com: Zezinho Assunção (PRP), Léo Coutinho (PSB), Paulo Marinho Junior (PMDB), Ney Jeferson (PT), Agostinho Neto (PSTU), Pedro Amorim (PSDB), Herbert Jornalista (PSOL), a preferencia do eleitorado caxiense. Desde que suas pré-candidaturas sejam ratificadas nas convenções.
Julimar Silva, Repórter: Quando você tomou a decisão de ser pré-candidato a prefeito de Caxias-Ma?
Helton Mesquita (PSC): Eu sou uma pessoa inquieta com os problemas da minha cidade. Sou um observador e muito atento aos problemas. Esse incômodo gerou dentro de mim, um desejo que me levou a pensar, quem sabe um dia, se governasse a nossa cidade, eu não poderei resolver problemas crônicos enfrentados por nosso povo? Então foi esse incômodo que impulsionou esse pensamento de uma disputa majoritária em nossa cidade.
Julimar Silva, Repórter: Existe possibilidade de você recuar da pré-candidatura a prefeito por algum motivo ou tendência do seu partido?
Helton Mesquita (PSC): Eu faço parte do Partido Social Cristão, que a nível estadual é presidido pelo deputado federal Costa Ferreira, e nós temos uma definição bem clara a respeita da minha pré-candidatura. Eu tenho uma garantia do meu partido, até porque a política do meu partido a nível nacional é de candidaturas próprias, tanto que a direção nacional, quanto a estadual tem o interesse de uma candidatura própria do partido em nossa cidade.
Julimar Silva, Repórter: Que características você acredita que um político tenha que ter para administrar Caxias-Ma?
Helton Mesquita (PSC): Esse prefeito precisa ter primeiro, vocação para o cargo. Alguém não pode se tornar prefeito apenas por uma decisão familiar ou decisão política, é preciso ter vocação. Até porque, a nossa cidade tem problemas crônicos e complexos, e que não podem ser resolvidos por qualquer pessoa. O prefeito deve ser um grande gerente.  Eu vejo a cidade como uma grande empresa, que tem problemas na limpeza, segurança, saúde, na educação, meio ambiente e tantos outros. E um gestor, eu sempre digo, ele não deve conhecer um pouco de cada coisa, ele tem que conhecer muito de tudo, para que ele possa proporcionar com uma equipe qualificada de secretários as mudanças que a cidade precisa. Ele precisa ser um comandante de pulso, tem que ter coragem, tem que ser obstinado.
Julimar Silva, Repórter: Você acha que a cidade está carente de agentes públicos?
Helton Mesquita (PSC): Nós não pudemos tapar o sol com a peneira. Não podemos aqui dizer que o Dr. Humberto Coutinho, atual gestor, seja um mau prefeito. Sabemos que ele tem as suas qualidades, que ele trouxe a sua contribuição para o município, mas a cidade é mais complexa e ela precisa de mais atitude. De um prefeito mais presente, tanto nos momentos festivos, quanto nos problemas enfrentados. Eu acredito que nós podemos contribuir de forma positiva na solução de problemas. Temos que mostrar para a nossa população que a nossa cidade precisa de muito mais investimentos na área social. Está se vendo a onda de crime e a gente ver a falta de investimentos no social, no jovem para que esta safra de marginais que está sendo criada me Caxias, a gente possa está atuando na raiz do problema, lá na adolescência, na juventude, dando perspectivas para esses jovens. Por que os crimes praticados em Caxias, são praticados por bandidos domésticos, e nós temos que nos interrogar sobre isso. Por que a nossa juventude ao invés de se encaminhar para o bem, está se encaminhando para o mal?
Julimar Silva, Repórter: Como você observa essa polarização que se criou na cidade de Caxias, de dois grupos políticos, Marinhos e Coutinhos? Você acha que essa discussão tem que ser quebrada?
Helton Mesquita (PSC): Toda polarização não é benéfica para a comunidade. Essa falta de alternância do poder nos últimos 20 anos não tem sido benéfica. Todo país democrático tem alternância do poder, para que a população possa experimentar novos horizontes, novas mentalidades e novos projetos. A nossa cidade demostra essa inquietação, para que nós possamos colher novos frutos.
Julimar Silva, Repórter: Como você pretende administrar Caxias-Ma?
Helton Mesquita (PSC): Estando inteirada de todos os problemas da cidade. Eu me sinto preparado para assumir uma função de prefeito, pois sou conhecedor dos problemas que a nossa cidade enfrenta. A nossa prioridade será compor uma equipe técnica e competente, para me auxiliar nesse processo, para que possamos enfrentar esse desafio.
Julimar Silva, Repórter: Como você se posiciona diante das demais religiões, sendo um evangélico?
Helton Mesquita (PSC): Eu tenho muito respeito por todas as religiões. A minha origem é católica. Eu nasci de uma família que era ligada à igreja católica e só por volta de 1984, é que eu me converti a uma igreja evangélica, mas eu respeito a todas as religiões, até mesmo porque nós servimos ao mesmo Deus. Então, se nós servimos e cultuamos o mesmo Deus, não há porque haver discriminações a religião, seitas ou a igrejas.
Julimar Silva, Repórter: Como é que você percebe a cidade de Caxias à luz da transparência?
Helton Mesquita (PSC): Eu não vejo a administração transparente. A nossa cidade ainda carece de um gestor mais transparente, que mostre para a sociedade os recursos. Os professores constantemente vão às ruas em busca de melhorias de salários e a gente não ver um esforço do governo em mostrar de forma transparente a esses professores, a realidade dos recursos que chegam ao município. Então não há uma preocupação em mostrar, entrou isso para a educação, isso aqui para a educação, para que o gestor possa prestar contas com a população dos recursos que vêm do governo federal.
Julimar Silva, Repórter: Você é a favor de concurso público para a contratação de funcionários para a Prefeitura?
Helton Mesquita (PSC): Veja bem, a lei do nosso país, ela obriga a realização de concursos. Pessoas contratadas são amparadas pela lei, são, mas são contratos instáveis com uma duração de um ano, com possibilidade de renovação. Esse próprio funcionário, ele não se sente seguro, ele se sente desamparado por direitos trabalhistas que a constituição garante. Então no geral, todos desejam o concurso público, com direitos iguais, com oportunidades iguais. Todo contratado passa por uma via crucie, em busca de um vereador, do prefeito, do vice-prefeito, de um político, em busca da renovação do contrato. Então para uma mãe de família imagine, saber que todo final de ano ela está correndo o risco de ser posta na rua.
Julimar Silva, Repórter: Como você avalia a presença do poder público nos bairros, como você percebe a infraestrutura da cidade e o que precisa ser feito?
Helton Mesquita (PSC): O município é muito tímido em suas ações. O asfalto é de má qualidade, as ações são pequenas, reforma de uma escola, pintura de um posto de saúde, de uma escola. Mas nesse conjunto não são ações que mudam o panorama do bairro. O gestor pode levar instrumentos para todos os bairros. Veja você, que a criminalidade, ela tem endereço na cidade, tem bairro. É fácil mapear o crime em Caxias, então entendo eu, que um governante, um prefeito, deve se preocupar com a questão social, com ações concretas, ações urbanas educativas, preventivas, para que o poder público possa interferir na vida do jovem, da criança, do cidadão, que está na ponta, no bairro. Para que se obtenha melhoria em qualquer índice na cidade, tem que investir na sociedade. A educação é bastante precária, que ensina matemática, ensina química, mas não forma cidadão. A escola pública de Caxias não forma cidadão. A ausência do município na capacitação dos jovens, na geração de empregos, não poderia resultar em outra coisa, a não ser a exclusão.
Julimar Silva, Repórter: Qual será o critério para a contratação de Secretários Municipais no seu governo?
Helton Mesquita (PSC): Esse critério vale para todos. Não irei contratar secretários por indicação política. E nem por importância política. Todos terão que ser técnicos naquela pasta que irão administrar. O primeiro e único critério, será a competência. Essa equipe terá harmonia, porque o que se ver hoje é um distanciamento dos secretários, o A não se dar bem com B, o B não se dar bem com o C, o C não se relaciona com o D. É fundamental o envolvimento, para que o trabalho dessas secretarias possa fluir. Exemplo: Se a Secretaria de Saúde promover uma campanha contra a dengue, essa campanha só surtirá efeito se houver o envolvimento das outras. Como eu posso combater o mosquito da dengue se as ruas estão cheias de buraco, esgoto a céu aberto, isso é apenas um exemplo, eu já tenho um projeto para isso.
Julimar Silva, Repórter: Que soluções você tem para a saúde diante das dificuldades atuais?
Helton Mesquita (PSC): O principal problema da saúde de Caxias chama-se atendimento. A maior reclamação é o atendimento. A nossa saúde está bem equipada, tem hospitais equipados, tem aparelhamento, tem ambulância que vem do governo federal. Não há uma preocupação do nosso gestor atual com isso. O paciente vai até o posto e ele não é informado. Não encontra o médico e não há informação de para qual posto ele pode se deslocar naquele dia. Se o médico está no posto, não há uma boa explicação, um direcionamento desse cidadão. Chega-se ao hospital, há uma grande reclamação dos atendimentos, da demora. Existem poucos médicos, é preciso uma equipe maior. Na Carmosina Coutinho só fica um obstetra de plantão, é muito pouco para o grande volume de gestantes da cidade e da região. Eu tenho a convicção de que melhorando o atendimento e reforçando o efetivo de enfermeiros e de médicos, nós vamos melhorar a assistência na nossa cidade.
Julimar Silva, Repórter: Como você percebe a educação e o que pretende fazer para melhorar?
Helton Mesquita (PSC): Nós vamos ter que começar do zero. Eu discordo totalmente da forma como a educação é trabalhada pela secretária Silvia Carvalho e da administração da educação pública. As políticas de educação têm que passar por um grande pacto, do governo, com os pais e estudantes. Ouvir os pais, os alunos, saber o anseio. Se ele mora no bairro Itapecuruzinho: Será que quer estudar em outro bairro? É esse o objetivo daquele aluno? Entendo que o governo tenha que ter sensibilidade. Na hora que o governo ouvir a população, ele terá grande chance de acertar.
Julimar Silva, Repórter: Como você melhoraria o setor cultural de Caxias?
Helton Mesquita (PSC): Nossa cidade é histórica e de tradição. Conhecida não só no Maranhão, mas em todo o Brasil. Quem não conhece Caxias, a terra de Gonçalves Dias? Então nossa cidade perdeu muito nas últimas décadas. A nossa cidade não é vista lá fora e perdeu as suas tradições. Há uma contradição a meu ver das políticas feitas hoje. Traz uma banda lá da Bahia, uma cultura da Bahia e não se valoriza a própria cultura. Claro que no meu governo eu trarei bandas de fora, mas eu preciso prestigiar as vocações da minha cidade. Porque a minha cidade precisa ser conhecida pelas suas tradições existentes há séculos e não pelas tradições da Bahia ou de outras cidades. Nós iremos prestigiar os nossos produtores culturais, porque nós perdemos a nossa identidade histórica. Caxias não é mais o centro das atenções do Estado, mas está em um plano de inferioridade.
Julimar Silva, Repórter: Diga como seria a cidade de Caxias ideal para você?
Helton Mesquita (PSC): A cidade ideal é aquela em que nós cidadãos podemos viver em harmonia. Uma cidade bem cuidada, onde o cidadão possa ter acesso rápido e fácil à saúde pública; aonde as crianças possam ter acesso a boas escolas; os nossos artistas possam ser valorizados; o idoso possa se sentir valorizado; uma cidade limpa; eu me incomodo em andar pelo centro da cidade e ver cartazes pregados em qualquer parede e prédio público, sem nenhuma proibição, então, uma cidade de harmonia e de convívio dos cidadãos.
Julimar Silva, Repórter: Sabemos que a segurança é de responsabilidade do estado. Mas o que a prefeitura pode fazer em um eventual governo seu, na segurança pública?
Helton Mesquita (PSC): Constitucionalmente falando a responsabilidade é do estado. Mas essa preocupação deve partir do gestor municipal. Não é possível que segurança pública, seja deixada apenas no encargo da polícia militar ou da polícia federal. A figura do prefeito é aquela que traz para si todas as instâncias da segurança. Trazer as polícias para um encontro e integrar as polícias e trazer para o município, uma política de segurança. O prefeito tem o dever de ser essa figura que traz para si essa responsabilidade. Enquanto nós tivermos prefeitos em Caxias, que joguem a responsabilidade da segurança pública nas mãos do governo do estado, nossa cidade não vai sair do caos que está vivendo. É preciso que o gestor tenha conhecimento. Aliás, eu na eleição passada todos os candidatos a prefeito prometeram resolver o problema da segurança pública, quando chegam lá, dizem que é responsabilidade do estado. A diferença no nosso futuro governo, que eu não transferirei a responsabilidade para outros.
Julimar Silva, Repórter: Caxias tem uma vocação para o comércio. Que propostas você tem para a classe empresarial?
Helton Mesquita (PSC): Eu já fui comerciante em um dado período da minha vida. Para mim, o comerciante pequeno, médio ou grande, o grande objetivo deles, é que a prefeitura pague em dia os salários e compre na cidade de Caxias. Então eu não irei criar nenhuma formula mirabolante. Vamos pagar em dia e melhorar os salários que estão aí, que são salários muito irrisórios e vamos comprar no comercio de Caxias. Porque comprar no comércio de Teresina ou Ceará? É muito comum ouvir dos comerciantes, que a prefeitura está comprando em outras cidades. Porque está gerando lucro fora do seu município? O nosso comerciante é o empregador, então, quanto mais ele vende, mais emprega e mais o comércio dele cresce e isso contribui com a diminuição do número de desempregados em Caxias.
Julimar Silva, Repórter: Que propostas você tem para o homem do campo?
Helton Mesquita (PSC): O FUNDEB (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) tem 30% dos seus recursos para que o gestor compre do agricultor do município, e em nossa cidade essa política não é praticada. A prefeitura não compra do homem do campo. Imagina o que é para o trabalhador está lá na zona rural: Sem assistência técnica; sem cursos; sem a secretaria de agricultura para escolher o produto correto para o solo e a região; sem o município incentivar, dizendo produza que eu compro na sua mão. Cabe ao governo fazer a política rural, fazendo com que a nossa zona rural se divida em regiões produtoras, para que a prefeitura possa comprar a merenda escolar, comprar para o hospital, é uma política coordenada. Porque esse êxodo rural, que esse jovem que vem para zona urbana, em um local superpovoado, esse jovem filho do agricultor, passa a ser um alvo fácil para a marginalidade. Então toda política para que a gente possa fixar o jovem trabalhador no próprio campo nós vamos fazer, principalmente oferecendo cursos técnicos. Eu entendo que só com essas políticas você vai reverter índices tão negativos que nossa cidade tem.
Julimar Silva, Repórter: Qual será sua preocupação com o setor industrial no seu governo?
Helton Mesquita (PSC): É fundamental para todo município o crescimento industrial. A gente sabe que a indústria emprega mais pessoas. Entendo eu, que assumindo o governo, será uma das primeiras ações, procurar empresários que estão nos grandes centros. Em Caxias, pela falta de um controle social, o distrito industrial foi invadido e foi feito apenas a Schincariol. A ocupação desordenada naquele local traz prejuízos para a nascente do Inhamum. Será um problema a ser enfrentado. Não intenciono expulsar ninguém dos lugares ocupados, mas eu vou ter que procurar nas áreas ao redor da cidade, espaço para construir o distrito industrial, porque sem isso, ninguém vem de São Paulo, de Minas Gerais para investir aqui. Temos um exemplo próximo daqui, onde o prefeito de Aldeias Altas, Zé Reis, fez um distrito industrial até com energia na porta para que o industrial chegue e saiba que não precisa de muita coisa, mas é só chegar, se instalar, produzir e empregar pessoas. Então o prefeito tem que ter essa preocupação, se não, daqui a três décadas, Aldeias Altas vai está maior do que Caxias.
Julimar Silva, Repórter: Abastecimento de água. O que fazer para acabar com a fala de d’água no município?
Helton Mesquita (PSC): Faltam mais investimentos reservatórios de água. Sabemos que a distância entre o local em que é produzida a água e os locais para onde ela é distribuída é muito grande. É preciso construir outras estações de tratamento de água e mais reservatórios. Mas há também o desperdício que precisa ser combatido. Nenhum prefeito se preocupou com isso. Trabalharemos campanhas mostrando para o cidadão que o desperdício de água é ruim para ele próprio. A água que é desperdiçada pode faltar na própria torneira dele.  Temos que trabalhar essas campanhas constantemente nos meios de comunicação. Além disso, levar para a escola. Se eu não posso melhorar a qualidade da educação do adulto, eu posso interferir lá na raiz, que é a criança, levando a matéria meio ambiente, para que ela possa ensinar para os pais, “mamãe não deixe a torneira aberta, não deixe pingando”, porque vai faltar água lá no futuro para nós. Unindo essas forças nós vamos resolver o problema da falta de água no município.
Julimar Silva, Repórter: Como você pretende se sobressair nesta campanha para chegar à Prefeitura de Caxias-Ma?
Helton Mesquita (PSC): Eu só tenho uma estratégia nesta campanha, que é a sinceridade. A minha estratégia é falar no olho, dizendo ao cidadão que eu estou preparado para administrar os problemas da minha cidade. Eu me preparei por muitos anos para ser o gestor da cidade e vou ter essa sabedoria dada por Deus, em dizer que uma pessoa como eu, que já passou muitas dificuldades na vida, sabe o que passa o trabalhador, porque nós já passamos por isso. E então nossa bandeira será essa, nós temos competência, humildade para ouvir o cidadão, porque hoje, falta muita humildade ao político. Hoje, a maioria dos políticos é arrogante, não ouve a população e só querem contar com ela, na hora do voto. Eu sou humilde por natureza, eu ouço meus funcionários, eles me dão idéias brilhantes para melhorar minha empresa e o cidadão dará idéias brilhantes no meu governo. Isso será uma bandeira do nosso governo, a questão das audiências públicas. A prefeitura e os secretários irão para os bairros ouvir os reclames do cidadão comum, para que as politicas sejam realizadas, na educação, saúde e outras áreas. Porque se não ouvirmos o cidadão, como é que vamos atacar os problemas? A chance de nós acertarmos será muito grande e tenho certeza que Caxias vai virar uma página na história. Digo isso, sem presunção, sem arrogância, mas convicto de que Deus nos preparou para essa função.
Julimar Silva, Repórter: Como está o trabalho para conseguir um vice e viabilizar a candidatura? Edson Amâncio é seu o vice-prefeito?
Helton Mesquita (PSC): Quando você associa partidos políticos em torno de uma eleição tão importante como é a nossa de prefeito, de forma natural vêm partidos de ideologias diferentes, vêm pensamentos diferentes, e eu lhe digo, hoje nós não temos um vice-prefeito escolhido para a nossa chapa, nós temos valorosos companheiros, que pensam como nós pensamos. Não é algo pré-estabelecido, nós temos hoje cerca de três pretendentes a esse cargo, e essa disputa, eu garanto a você, que será democrática. Aquele que apresentar a melhor proposta, aquele que trouxer o consenso maior, é que será o vice. O vice não será escolhido pelo candidato a prefeito. Não me atrevo a tomar essa decisão de escolher o vice. Eu prefiro que o vice surja de forma natural dentro do grupo. Já será um exercício da liderança dentro do grupo, cada um se destacar para que em junho na época das convenções, o próprio grupo veja qual é o nome que está mais preparado, mais talhado, mais em sintonia com os anseios da nossa comunidade.
Julimar Silva, Repórter: Agradeço desde já por nos ter recebido, e gostaria que você deixasse uma mensagem para o povo de Caxias, que está tomando conhecimento desta entrevista?
Helton Mesquita (PSC): Julimar eu agradeço a você e ao portal Debate Democrático. Eu não perdi nenhum momento, pelo contrário, foram momentos importantes para que a gente possa mostrar o que pensamos. Eu não tenho canal de televisão ou meio de comunicação, não tenho uma emissora de rádio, não tenho jornal, então há uma dificuldade enorme em chegar à nossa comunidade. Muita gente não sabe, e um espaço como esse que você está me dando, eu aproveito com alegria, para mostrar para nossa população, como eu penso política, que planejamentos nós temos para nossa cidade. Eu espero já na propaganda eleitoral ter mais oportunidades de me dirigir à população, para que ela conheça os três possíveis candidatos. Eu peço que a população examine as propostas, exame os projetos dos três candidatos, qual dos três tem o melhor programa de governo.
Julimar Silva, Repórter: Você acredita que terão apenas três candidatos?
Helton Mesquita (PSC): Acredito que o cenário não vai mudar muito. Já estamos em meados de maio. As convenções estão chegando. Essa caminhada, quem já caminhou quilômetros sabe mais ou menos. Acredito que a população já entendeu, serão três candidaturas e eu não creio que de última hora surja um quarto nome, eu não creio. A população já fixou o seu olhar nos três. (Helton Mesquita, Leo Coutinho e Paulo Marinho Junior).

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