6 de abril de 2010

NO DIVÃ DAS PALAVRAS

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ATRAVESSANDO OS DESERTOS 
 Gilvaldo Quinzeiro 

     Quem nunca encarou seus desertos certamente também  encontrará  dificuldades de se desatolar de seus pântanos. Além disso, não ousou quebrar a lâmpada cujo gênio degusta as tâmaras à espera de um  pedido.

     Está  apressado? O que fará de si, se o que lhe espera são seus próprios fantasmas? Eis dicas de quem já estancou o sangue se valendo apenas de uma mão cheia de areia:

1 – Dance contigo a dança que só com os outros a desejou dançar! Eis o que lhe manterá acalentado, quando no alto das árvores os abutres  já lhe disputam com olhares!

2 - Mantenha ao alcance da mão o que de longe apenas se contempla!

3 - Contemple ao longe, como também se contempla as estrelas – o que se tem ao alcance na palma da mão.

4 – Lembre-se que quando nos tornamos “Alexandre, O Grande” estamos apenas conquistando o mundo para dar de presente a uma criança humilhada, maltratada e ferida que trazemos no peito.

5 -  Se formos apenas o que aprendemos  a ser,  certamente o que não somos constitui-se nas  outras partes de nós que são aptas a sobreviverem para além de todos os desertos” que nos reduzem ao o que somos agora.

6 – Isto é,  o que  sobrou de nós, é tão inteiro cujos reparos no escuro dos desertos, vale mais do que conquistar  todas as capitais do mundo! 

7 – Por fim, apaixone-se!

 9 - A paixão nos aproxima mais dos deuses, porque é quando nós nos sentimos eternos. Os corpos quando apaixonados recebem a química  da eterna fonte da juventude. 

10 - A paixão também nos torna mais éticos, pois nos cega para a mediocridade, que é inerente aos que não têm paixão. 

11 – Dance e apaixone por si!

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