Pistolagem: Cleide apoia CPI e cobra apuração de crime contra vereador
Assecom / Cleide Coutinho

A
deputada Cleide Coutinho (PSB) ocupou a tribuna da Assembleia
Legislativa, nesta segunda-feira (7), para anunciar que assinou a CPI da
Pistolagem, proposta pelo deputado Bira do Pindaré (PT), no sentido de
cobrar a elucidação dos vários assassinatos de encomenda que tem
ocorrido no Maranhão. A parlamentar destacou que a CPI conta agora com
as 14 assinaturas necessárias.
Dentre
os motivos que justificam a instalação da CPI das Pistolagem, Cleide
citou o atentado à bala contra o vereador Helton Mesquita, que aconteceu
no último dia 2 (quarta-feira), quando o parlamentar estava na porta de
sua residência, em Caxias.
A
deputada detalhou que, para ser instalada, a CPI precisa também do aval
de 22 deputados para aprovação em plenário. Segundo ela, a CPI é ”a
única esperança que nos resta, pois, nem a Polícia Militar nem a Polícia
Civil têm número de policiais suficientes para trabalhar e conter a
onda de violência que tomou conta de todos os municípios do Estado do
Maranhão nos últimos anos”.
A
parlamentar informa que o último concurso promovido pelo governo do
Estado, para a admissão de policiais militares, foi realizado há 17
anos. “A Polícia está sem carros, sem armas, sem coletes à prova de bala
e sem equipamentos suficientes para trabalhar. Então, o que fazer
diante dessa situação, ficarmos calados, sem fazer nada?”, indaga a
deputada.
CRIME CONTRA VEREADOR
Cleide
lamentou que, como se não bastasse os inúmeros crimes que estão
acontecendo no Maranhão, a cidade de Caxias foi palco também de um crime
de pistolagem, desta vez contra o vereador e pré-candidato a prefeito
do município de Caxias, Helton Mesquita (PSC). Foram disparados quatro
tiros contra o referido vereador, quando ele estava na porta de sua
casa, acompanhado da esposa e do filho.
Com
relação às providências para elucidar o caso, a deputada informou que o
prefeito Humberto Coutinho (PDT) e o presidente da Câmara de Caxias,
Ironaldo Alencar, já acionaram a Polícia Federal, a Polícia Militar e a
Polícia Civil, para que sejam punidos os responsáveis pelo crime.
Disse
ainda que “todos que fazem política correm grandes riscos,
principalmente agora, durante a próxima campanha eleitoral, quando
teremos de viajar e dar assistência aos nossos prefeitos e vereadores.
Na verdade, estamos desamparados”, alertou Cleide, que complementou que
estes riscos se estendem também, infelizmente, aos familiares.