A Paralisação de Advertência foi um sucesso. Em São Luís a concentração foi no Fórum “Desembargador Sarney Costa”, onde estiveram presentes servidores, diretores do Sindjus e da imprensa local. Os servidores avaliaram esse encontro como de suma importância para organizar e fortalecer a classe, além de prestar esclarecimentos à sociedade. A categoria durante o encontro se mostrou firme em um só propósito: lutar para que seus direitos sejam assegurados.
De acordo com Élida Rosa, esta paralisação é interessante para que a sociedade tome conhecimento sobre a maneira que o Tribunal de Justiça tem tratados os servidores da justiça. “O TJ tem tratado a nossa classe com descaso. As nossas reivindicações focam basicamente no pagamento das perdas inflacionárias, a revisão dos auxílios alimentação e saúde e o Tribunal tenta impedir de todas as maneiras que isso seja concretizado”, declarou.
O descontentamento com a atual administração do Tribunal de Justiça é nítido no semblante dos servidores e o que se percebe é que todos compartilham da mesma sensação, de que a categoria está sendo enrolada pela administração. “Ninguém aqui está reivindicando aumento de nada. O que nós queremos é que a direção do TJ cumpra com o que promete. Até agora com a atual gestão os servidores não ganharam nada, só perdemos direitos”, desabafou o técnico judiciário Artur Estevam.
Para Raimundo Ferraz, técnico judiciário do Fórum de São Luís, os servidores não querem nada mais do que o trivial, ou seja, tratamento igualitário para a reposição das perdas inflacionárias e para o pagamento dos 11.98% da URV. “Se em outros tribunais os servidores já receberam, nós também queremos receber o nosso reajuste. Esperamos que essa história tenha um desfecho o mais rápido possível”, explicou.
Anibal Lins explicou aos presentes sobre as negociações do Sindjus com a administração do TJ-MA. Os servidores ouviram atentamente, esclarecendo suas dúvidas e deram sugestões.
O Dr. Pedro Duailibe, assessor jurídico do Sindjus, também participou das atividades na capital, dando esclarecimentos aos presentes sobre a conversa que teve ontem, 19, com o Presidente Jamil Gedeon.
Ele explicou que em relação à revisão das perdas inflacionárias a administração do TJ voltou atrás e pediu mais um tempo para avaliar. Segundo Pedro Duailibe, o presidente Jamil Gedeon afirmou que vai conversar com os desembargadores Guerreiro Júnior e Cleonice Freire e Stélio Muniz, que podem vir a assumir a presidência do TJMA no próximo ano, para juntos definir esta situação.
Ficou acertado que na próxima terça-feira, 26, a direção do Sindjus voltará à presidência do Tribunal de Justiça para receber uma proposta concreta da administração sobre as perdas inflacionárias para ser apresentada aos trabalhadores.
PGE CONFIRMA RECURSO
No início da tarde, o advogado Pedro Duailibe Mascarenhas, assessor do Sindjus, retornou à Procuradoria Geral do Estado. Em contato com o procurador do processo 15530/2011, este informou que pode recorrer tanto da decisão da desembargadora Raimunda Bezerra, que estendeu para os não-sindicalizados o pagamento dos 11.98% da URV, quanto do próprio índice.
Na opinião do procurador esse índice está incorreto e deve ser pago a menor do que 11.98% para os servidores beneficiados pela ação do Sindjus.
NOVA ASSEMBLÉIA GERAL
Diante dessa situação e por sugestão dos servidores do Fórum de São Luís, a diretoria do Sindjus decidiu convocar uma assembléia geral extraordinária para avaliar esses novos fatos.
A assembléia está confirmada para o próximo sábado, 30, a partir das 9 horas, no auditório do HOTEL PREMIER, na Praia da Ponta da Areia, em São Luís.
A presença de todos é de fundamental importância, pois esse encontro será decisivo para o rumo das negociações com o Tribunal de Justiça e para garantir os interesses dos trabalhadores.