TRASLADO DOS RESTOS MORTAIS DE VESPASIANO RAMOS
ESTÁ AMPARADO POR LEI
Por Wybson Carvalho, poeta e membro da ACL. E-mail: bisoncarvalho@pop.com.brOs restos mortais de Vespasiano Ramos estão repousando no Cemitério da Paciência, (foto), em Porto Velho - Rondônia. Patrono da cadeira nº 32 da Academia Maranhense de Letras, da nº 40 da Academia Paraense de Letras e da nº 05 da Academia Caxiense de Letras, o caxiense Vespasiano Ramos morreu em Porto Velho (Rondônia). No estado do Norte o escritor tem reconhecimento oficial como homem das letras.
Como caxiense, o prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), há algum tempo, prometeu trazer para o Maranhão os restos mortais do escritor caxiense Joaquim Vespasiano Ramos (1884-1916). A promessa de Castelo, conterrâneo e parente de Vespasiano Ramos, em visita à ACL, foi feita ao presidente da Academia Caxiense de Letras, Jacques Inandy, e aos seus confrades: Renato Menezes, Jotônio Viana, Edison Vidigal e Wybson Carvalho, dentre outros presentes à estada de João Castelo à Casa de Coleho Neto.


Mas, na década de 80, o próprio João Castelo, quando exercia a função de chefe do Executivo Estadual no Maranhão, sancionara uma Lei nº 4225, datada precisamente, de 18 de novembro de 1980, que autorizava a trasladação dos restos mortais de Vespasiano Ramos, do cemitério da cidade de Porto Velho, para a cidade de Caxias; sua terra berço. Naquela época, o Projeto de Lei nº 055/80, fora proposto pelo então Deputado Estadual, também caxiense, João Afonso Barata, e, após aprovação legislativa, devidamente, encaminhado pela Assembléia Legislativa maranhense ao Poder Executivo do Maranhão. Barata justificara a Lei pela consagração pública aos homens, que, em vida, em face ao cunho cultural, elevaram o nome do Maranhão nas letras e nas artes.
Porém, àquela época a imprensa e os intelectuais da Academia Maranhense de Letras, não fizeram menção alguma sobre o porquê do não cumprimento da Lei sancionada pelo então Governador João Castelo. Agora, no entanto, os imortais caxienses estão ansiosos pelo cumprimento da Lei.
Renato, fica a pergunta: Aonde depositar os restos mortais de tão grande figura da história de Caxias? No Cemitério dos Remedios, tombado como patrimonio pelo Estado que está a ponto de desabar? Não se deveria criar um memorial ou espaço publico para receber os restos mortais do poeta, assim como existe em outras cidades como São Luis? Esse espaço poderia servir não só para Vespasiano Ramos, mas para futuramente restos mortais de outros caxienses espalhados pelo Brasil e quem sabe um tumulo simbolico para Gonçalves Dias (como fizeram com Tiradentes em Ouro Preto). Tenho certeza que teriamos apoio do IPHAN e demais orgaõs de apoio a cultura.