25 de janeiro de 2010

A blitz DO MEDO

,
CARO RENATO,


As blitzens realizadas pelos guardas municipais e alguns policiais militares despreparados em Codó, ainda vão dar muito o que falar. Achei que tudo o que se comentava sobre os excessos por eles perpetrados era invenção, até que ontem chegou a minha vez de ouvir um policial militar bradar alto no meu ouvido e me humilhar. Aí, tive certeza de que tudo em Codó é ECONÔMICO, menos as blitzens.

Eu estava voltando do meu trabalho na sexta-feira, 22.01.2010, quando me deparei, na saída da cidade, bem próximo à rodoviária do município, com a famigerada blitzen. Uma blitzen que mais parecia uma preparação pra guerra. Policiais fortemente armados e guardas sem nenhum tipo de preparo, rugindo grosseiramente palavras de ordem pra cima da população de bem e trabalhadora. Nas mãos dos policiais, duas armas: um revólver e uma caneta, o primeiro pra atemorizar e insultar, a segunda pra multar aqueles que ao menos ansiassem contradizer uma declaração da AUTORIDADE ali presente.

Ao adentrar a área reservada para o interrogatório dos motoristas e motoqueiros, ouvi um silvo breve e, ato contínuo, parei. O policial, que nem perguntei o nome, me cumprimentou com toda a arrogância que lhe é peculiar e me pediu o documento do meu carro e a minha carteira de habilitação. Entreguei primeiro a habilitação depois o documento do carro. Ao recebê-los, ele se retirou da minha presença e minutos depois voltou para me entregar os documentos e dizer que estava tudo em ordem, mas tinha algo a me dizer e foi ai que tudo começou:

- Eu poderia lhe multar, mas não vou.

- Você não pode me multar, não há nada de errado comigo! - Repliquei.

- Posso multar sim, pois tive a impressão de que você iria passar por cima daquele cone que eu coloquei no meio da rua. Quando você vir um cone daqueles, respeite-o! Pare, e só siga quando a autoridade lhe ordenar! - Berrou nervosamente o policial.

- Olha eu tenho vinte anos que dirijo carro e jamais passaria pela minha cabeça fazer uma coisa dessas! - Redargui.

Então, apontando o dedo para o meu rosto e quase cuspindo na minha cara ele disse aos berros:

- Eu estou lhe advertindo!!!! Eu estou lhe advertindo!!!! Eu estou lhe advertindo!!!!

Deixei-o falar e tornei a respondê-lo:

- Todas as advertências dentro da lei eu aceito, mas abuso de autoridade da sua parte eu não sou obrigado a aceitar.

Mais uma vez ele voou pra cima de mim, desta feita não mudou o tom dos seus berros, mas disse:

- Eu estou lhe pedindo!!! Eu estou lhe pedindo pra ter cuidado, porque o correto seria eu multar você por achar que queria passar por cima do cone!

Então eu o inquiri:

- É correto o senhor me multar por achar isso? E ele respondeu:

-Sim.

Daí eu, já de cabeça quente, disse a ele:

- Pois eu não preciso da sua piedade não, pode multar. Mas fique sabendo que eu vou recorrer e vou mostrar pra você que eu não vou pagar essa multa. Logo após me ouvir dizer isso, ele pegou a caneta e bloco de multas e me aplicou uma multa. Nem sei qual motivo ele alegou. Acho que deve ter alegado motivos particulares. Aqueles policiais e guardas não acham que a terra gira em torno deles, eles parecem ter certeza disso.


Josiel Oliveira da Silva.( CODÓ-MA)Ex- professor da rede
Estadual e da Rede municipal de Codó-MA

P.S. Eles estão destruindo a paz da cidade!!

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