Se houve algum sobrevivente no veleiro Ville de Boulogne, na madrugada de três de novembro do ano de Jesus Cristo de 1864, quando no baixio de Atins a embarcação bateu, fendendo-se ao meio – esse sobrevivente foi Gonçalves Dias. O mar não lhe tragou a genialidade, tampouco salinizou o bronze da obra. E se o destino tivesse lhe permitido retornar do exílio, era propósito seu rever a mãe, os sítios da infância feliz, tornar a olhar Caxias.
Mas, o pequeno corpo atarracado, que não excedia a metro e meio de altura, de uma fealdade original – fundeou-se no abissal do oceano. Em compensação, Deus proveu o poeta com o dom de uma prática excepcional, de tão alto órfico que nem o mar lhe coube o tamanho.
A vida lhe foi dada para os séculos, enquanto pronunciarem o seu nome e lerem os seus versos. E o bronze da sua anatomia baé, pelas mãos do escultor Will Silva, instalado na praça que leva o seu nome, bem no coração da cidade, o qual muitos admiram e afronta senão os medíocres é apenas um monumento em respeito à grandeza da genial obra do poeta.
Mas, o pequeno corpo atarracado, que não excedia a metro e meio de altura, de uma fealdade original – fundeou-se no abissal do oceano. Em compensação, Deus proveu o poeta com o dom de uma prática excepcional, de tão alto órfico que nem o mar lhe coube o tamanho.
A vida lhe foi dada para os séculos, enquanto pronunciarem o seu nome e lerem os seus versos. E o bronze da sua anatomia baé, pelas mãos do escultor Will Silva, instalado na praça que leva o seu nome, bem no coração da cidade, o qual muitos admiram e afronta senão os medíocres é apenas um monumento em respeito à grandeza da genial obra do poeta.