Depois de um artigo intitulado "O vice ideal", escrito pelo advogado e ex-vereador Augusto Neto, e publicado com exclusividade no meu blog, a coisa tomou gosto, principalmente para a corrente de simpatizantes de Leonardo Coutinho. A polêmica está posta, bem à moda de Caxias: politicamente apaixonada. Ou não seria Caxias.
Vamos fazer apenas um exercício. Imaginem vocês a seguinte cena como teste para se apurar o melhor vice: O microfone está aberto para Ironaldo Alencar e Zé Martins, o palanque eletrônico, onde se trava a batalha mais árdua, está armado - podem atuar à vontade, sintam-se artistas. Ah, mais aí é muita covardia! É que seu Zé é dos primórdios do cinema mudo, cuja plasticidade e sonoridade não combina mais com o eleitor, de maioria jovem, que prefere o formato 3D.
Seu Zé Martins é um homem bom, mas é simplesmente um capricho do sobrinho Júnior Martins, que quer a todo custo manter seu feudo de vice intacto. Não importa para Júnior o quanto é incabível eleitoralmente o tio junto à figura de Leonardo Coutinho, importa sim conservar os privilégios que o cargo proporciona.
Júnior se acha a segunda força política depois de Humberto Coutinho, calcula que sua possível saída causaria um grande prejuízo eleitoral. Daí porque ameaça sempre com um rompimento se o seu tio não for o indicado. Tudo bem, em política não se divide forças, multiplica-se. Mas se achar o último pirão de parida, é demais.
Júnior há quase doze anos não é votado nominalmente, última vez (2000) foi quando disputou a eleição de prefeito; com o quinhão administrativo que lhe cabe no governo de Humberto Coutinho, é sempre desleixado no proceder quando o assunto é limpeza urbana; na imagem carrega apenas um clichê evangélico; isolado em um pequeno partido sem horário eleitoral para oferecer e desfalcado de grupo de sustentação, não pode muito mesmo se achar o último pirão de parida da Veneza. Apenas blefa como um bom jogador!